Acidentes no trânsito: os riscos expressos em números

Cada vez mais, a divisão do espaço público nas metrópoles é alvo de discussão. A diminuição no índice de acidentes no trânsito é questão de planejamento e redesenho urbano

A redução dos acidentes no trânsito tem muito a ver com políticas de redesenho e planejamento urbano que vem sendo implementadas nas grandes cidades. A mudança de paradigma passa por alterações na lei, novos hábitos e comportamentos por parte dos condutores, pedestres, ciclistas e outros atores do trânsito nas metrópoles.

De acordo com dados consolidados, e divulgados esse ano pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET). as mortes em decorrência de acidentes de trânsito apresentaram queda de 6,8% na cidade de São Paulo. Em linhas gerais, o ano de 2017 registrou menos acidentes fatais envolvendo motoristas, motociclistas e pedestres.

A maior queda foi entre os motoristas de automóveis – 28% menos acidentes foram registrado em comparação aos últimos anos. No entanto, a estatística inverte quando o foco se volta para os ciclistas. No último ano, o número de acidentes fatais envolvendo ciclistas aumentou cerca de 23%. A falta de sinalização e proteção a quem pedala são duas das bandeiras levantadas pelos ciclistas em busca de maior proteção.

Em 2017, na cidade de São Paulo, o índice de fatalidade envolvendo acidentes de ciclistas foi de 6,56 mortes por 100 mil habitantes. Em âmbito nacional, esse número é ainda maior, da ordem de 23,4 mortes para cada 100 mil habitantes.
De acordo com estatísticas compiladas pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil é o quarto país no ranking dos que amargam os maiores índices de acidentes no trânsito. Por ano, as contas do Estado são oneradas com R$ 60 bilhões em razão de fatalidades.

Acidentes no trânsito: como é possível reduzir os índices?

Segundo dados do Infosiga SP, instituto aliado ao Governo do Estado de São Paulo para compilar estatísticas de acidentes no trânsito, os acidentes que tiveram ciclistas como vítimas fatais aumentaram 17,8% no último ano.

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Ativistas e organizações em prol do uso da bicicleta na cidade alertam: o aumento do índice dos acidentes não está diretamente relacionado ao aumento de ciclistas nas ruas, e sim à falta de monitoramento, sinalização e fiscalização das autoridades competentes em relação ao trânsito na cidade.

O Movimento Paulista de Segurança no trânsito até chegou a lançar uma cartilha para tentar evitar acidentes em potencial. A expansão das malhas cicloviárias é uma, entre as diversas estratégias de redesenho urbano, que pode aumentar a proteção e diminuir os riscos, prezando pela divisão do espaço público de forma mais democrática.

A cartilha envolve uma série de medidas como a instalação de sinalização adequada, faixas de pedestre em diagonal (para possibilitar uma melhor travessia e reduzir o risco de atropelamento),  alargamento de calçadas e áreas de recuo para pedestres, tempo maior para troca do semáforo, redução da velocidade média dos veículos, entre outras.

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